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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

GERAL - ATUALIDADE.





PDE-2020: Abrace quer aprimoramentos em planejamento na área de gás

A queima de gás natural associado ao petróleo tem sido um problema recorrente e excessivo na análise da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace). Além disso, a entidade aponta que alguns pontos do Plano Decenal de Energia 2011-2020 precisam ser melhor avaliados, tais como o aproveitamento do gás natural liquefeito (GNL). Para evitar estes problemas, a Abrace propõe aprimoramentos no planejamento para aproveitar melhor um futuro cenário de sobreoferta do insumo. 
Com relação à própria disponibilidade de gás, a associação defende uma clareza maior sobre a origem do insumo. Para isso, propõe que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) faça um balanço de oferta e demanda especificando as fontes do combustível. Sobre a expansão da malha de transporte, a entidade informa que os planos de ampliação dos gasodutos são pouco coerentes, e pede que a EPE explique melhor como a rede atual poderá comportar a expansão do gás. O PDE 2011-2020 prevê que a produção passe dos atuais 58 milhões de metros cúbicos por dia para 142 milhões m³/dia, em 2020. 
A entidade também aponta problemas no estudo quanto à infraestrutura do GNL. Para a associação, o planejamento parece não ter levado em conta projetos de regaseificação da Petrobras, que ajudarão a ampliar a capacidade brasileira para 42 milhões de m³ diários. 
A Abrace propõe também reconsiderar a expansão da geração térmica a gás, embora elogie a proposta do governo de expandir o parque gerador nacional com base em hidrelétricas a partir  de 2013. Para a associação, esse aumento baseado em UHEs pode causa incertezas sobre a destinação do gás, já que a entidade entende que há um momento de transição para um período de sobreoferta do insumo.


Fonte: Canal Energia, 30/08/11




Campo de Camarão compensará menor produção de Manati, diz Queiroz Galvão


A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) espera que o campo de Camarão, na bacia de Camamu, no sul da Bahia, entre em operação em 2016, com produção de cerca de 1 milhão de metros cúbicos de gás por dia. O diretor-geral da companhia, José Augusto Fernandes Filho, afirmou que a operação em Camarão deverá começar quando o campo de Manati, situado no mesmo bloco exploratório, iniciar o processo de decréscimo da produção.
A QGEP tem 45% de participação no bloco que contém Manati e Camarão, em sociedade com a Petrobras (35%), Brasoil (10%) e Panoro (10%). Fernandes Filho explicou ainda que a companhia já está em avançado processo de negociação com a El Paso, que possui a concessão de Camarão Norte, área que deve passar por um processo de unitização - o que acontece sempre que um reservatório ultrapassa as divisas dos blocos exploratórios - com Camarão.
"O início da produção em Camarão vai depender do decréscimo de Manati. Sozinho, Camarão teria uma produção pequena demais, mas a produção do campo será feita através das instalações já existentes em Manati", afirmou Fernandes Filho, que participou de seminário organizado pela Apimec-Rio.
O executivo também se mostrou animado com a possibilidade de a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acontecer ainda este ano. No entanto, caso a rodada não ocorra em 2011, Fernandes Filho afirmou que será apenas "uma pequena frustração", já que a licitação deverá acontecer logo no início de 2012.
Em relação a Manati, o presidente da QGEP afirmou que a produção hoje varia entre 4,2 milhões e 5,3 milhões de metros cúbicos diários de gás, uma vez que três dos seis poços ainda estão em manutenção programada. Segundo ele, todos os poços deverão estar em operação no fim de setembro ou início de outubro, garantindo uma produção diária entre 6 milhões e 8 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Fonte: Rafael Rosas e Karen Camacho, Nicomex Notícias


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