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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

NR 13 -Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações - CONTINUIDADE - PARTE 24


9 - MANUTENÇÃO DE CALDEIRAS

9.2 Programa de Manutenção Preventiva de Caldeiras Elétricas
A manutenção deste tipo de caldeiras é muito simples. Internamente, a caldeira possui apenas um componente móvel: a válvula borboleta, que controla o nível de água no interior da cuba. Externamente, a bomba de circulação é independente do casco, o que facilita sua substituição ou reparo, sendo desnecessário parar a caldeira.
Os eletrodos de contato sofrem desgastes durante a operação da caldeira, apresentando vida útil que varia de acordo com sua qualidade.
São elementos de baixo custo, fabricados em aço carbono - SAE 1050 a 1070 -, podendo ser produzidos na própria indústria. Em média, sua troca tem sido efetuada a cada seis meses e o tempo gasto na sua remoção e instalação é de seis a oito horas, desde a parada da caldeira até a mesma entrar novamente em funcionamento.
Esses eletrodos são aparafusados na extremidade de cada um dos eletrodos suportes. Para a troca dos eletrodos de contato, não é necessária a remoção dos eletrodos suportes, pois a substituição é feita internamente, utilizando-se a porta de visita.

9.3 Programa de Manutenção Preventiva de Caldeiras Fora de Operação
É importante o tratamento das caldeiras que, por algum motivo, estejam fora de operação, pois se sabe que a maior parte dos danos de corrosão são provenientes da falta de tratamento durante esse período e que a corrosão é o resultado da exposição do metal úmido em contato com o oxigênio do ar.
Para prevenir a corrosão em caldeiras fora de operação, são necessários cuidados específicos para cada tipo.
a) Caldeiras em prontidão
São as caldeiras que estão de reserva, podendo entrar em operação a qualquer momento.
Para fazer sua manutenção, deve-se enchê-las de água com produtos químicos – soda, sulfito de sódio, etc – até atingir o ventilador superior, para eliminar o ar. O nitrogênio gasoso também poderá ser utilizado para manter uma pressão positiva na caldeira, prevenindo-a da contaminação por oxigênio ou vazamento.
b) Caldeiras em hibernação
São aquelas que deverão permanecer fora de operação durante longo período. Devem ser bem limpas e secas, colocando-se bandejas contendo sílica gel ou óxido de cálcio hidratado para absorver a umidade, sendo também necessário selá-las para evitar a entrada de oxigênio.
Periodicamente, estas caldeiras devem ser inspecionadas, procedendo-se a substituição de seus agentes absorventes de umidade.

9.4 Manutenção Corretiva
Após a ocorrência de envelhecimento ou desgaste prematuro, rupturas, explosões, danificações localizadas ou generalizadas de suas partes ou acessórios, a caldeira deverá sofrer intervenções, para recuperar suas condições de funcionamento normal. O conjunto dessas intervenções constitui o que se denomina manutenção corretiva.
Para a segurança das caldeiras, é de extrema importância que, ao se proceder a manutenção corretiva, sejam observadas as mesmas exigências seguidas quando de sua fabricação.
Dessa forma, para se substituir, por exemplo, um tubo de determinada caldeira, devem ser empregados os mesmos materiais e observados os mesmos procedimentos exigidos pela norma de fabricação dessa caldeira. Também para as juntas soldadas em manutenção, deve-se adotar o mesmo procedimento.

Em resumo, para se fazer uma manutenção corretiva adequada, é necessário pessoal qualificado, procedimentos normalizados e materiais especificados, não sendo essa, portanto, uma atribuição dos operadores de caldeiras.

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