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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

NR 13 -Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações - CONTINUIDADE - PARTE 22


9 - MANUTENÇÃO DE CALDEIRAS

9.1 Manutenção preventiva

 Para funcionar corretamente e por muito tempo, todo equipamento industrial necessita de uma manutenção constante e bem feita, com o objetivo de prevenir ou sanar avarias.
No caso das caldeiras - que trabalham a altas temperaturas, utilizando água que, muitas vezes, contém impurezas e óleos combustíveis cada dia mais viscosos e impuros, as avarias aparecem com muita freqüência, acarretando sérios problemas às empresas.
Basicamente, a manutenção preventiva de caldeiras consiste em providências que devem ser tomadas em determinados intervalos de tempo, visando não só manter o equipamento funcionando, como também aumentar sua vida útil e melhorar o rendimento.
Portanto, a manutenção preventiva compreende atividades diárias, semanais, mensais, trimestrais, semestrais e anuais, devendo ter sua programação rigorosamente obedecida.

9.1.1 Programa diário
a) Fazer regularmente as extrações ou descargas de fundo da caldeira, com a mesma em funcionamento, de acordo com as necessidades e a programação de descargas, que deve ser determinada conforme o tratamento de água executado.
O objetivo das extrações de fundo é retirar a lama ou lodo depositado no fundo do casco das caldeiras, com intervalos de tempo determinados pela experiência ou análise química realizada.
Recomenda-se, nos casos normais, que as extrações sejam feitas duas vezes em cada turno de trabalho ou a cada quatro horas, o mais rapidamente possível, com duração máxima de 15 segundos. Isto torna imperativa a instalação de válvulas de extração rápida em todas as caldeiras, para diminuir a perda de energia térmica durante essas descargas.
Para fazer as descargas de fundo, deve-se proceder da seguinte forma:
b) No início de cada turno, aplicar o teste “Falta de Água” na caldeira.
    Para a execução deste teste, deve-se:
}  Desligar o interruptor da bomba d’água;
}  Deixar a caldeira fornecendo vapor;
}  Ficar observando o nível.
c) Purgar o indicador de nível, pelo menos duas vezes ao dia, abrindo a válvula de purga da coluna de água, durante quatro segundos aproximadamente. Isso manterá a coluna de água livre de sedimentos e resíduos, que podem causar falhas nesse controle.
d)Verificar a lubrificação do compressor de ar (se houver).
e) Soprar a fuligem depositada sobre os tubos do feixe tubular nas caldeiras aquotubulares, usando o soprador de fuligem, que utiliza o vapor gerado nas caldeiras e soprado pelo tubo soprador.
f) Limpar o filtro de óleo com a freqüência requerida pela qualidade do óleo usado. Ao fechá-lo, verificar se a junta está vedando corretamente e se não apresenta defeito.
g) Ao dar partida na caldeira, assegurar-se que a ignição se deu corretamente e o programador completou o ciclo adequadamente.
h) Se houver termômetro instalado na base da chaminé, verificar, permanentemente, a temperatura dos gases, para ter uma idéia do estado dos refratários, dos tubos ou da razão ar/combustível.
i)  Verificar visualmente todos os acessórias da caldeira. Se for constatada qualquer irregularidade, comunicar ao encarregado de manutenção.
j) Manter limpa a casa de caldeiras. Pó, areia e restos de estopa são causas de mau funcionamento dos controles elétricos da caldeira.
k) Realizar, a cada mudança de turno, uma descarga manual nas válvulas de segurança, para verificar se estão funcionando normalmente.
i) Fazer a limpeza do combustor principal, projetado para queimar óleo combustível pesado. A parte interna (PI) pode ser facilmente removida, soltando-se o grampo.

Em seguida:
}  Desatarraxar a camisa do atomizador, retirar e lavar as duas peças em querosene ou óleo diesel, conforme mostra a figura 9;
}  Não usar estopa para lavar e enxugar, pois deixa fiapos que podem entupir os orifícios de passagem do óleo. Se possuir ar comprimido, pode-se utilizá-lo. A limpeza deve eliminar todos os vestígios de óleo carbonizado incrustado na camisa ou no atomizador;
}  Limpar o atomizador, desmontando-o como indicado na figura 10. Ao montar novamente o combustor, tomar cuidado para que a camisa fique bem apertada e o atomizador não fique fora do lugar. A falta de limpeza reduz a produção de vapor;
}  Deixar o compressor funcionar durante cinco minutos depois de interrompida a queima, antes de desligá-lo ao findar o trabalho diário;
}  Após parar o compressor, retirar a parte interna (PI) e colocá-la verticalmente, mantendo o atomizador mergulhado em uma pequena vasilha com óleo diesel. O óleo dissolverá o restante do combustível, que tenderia a formar uma crosta no atomizador;
}  Verificar a temperatura do óleo e a pressão no manômetro (MPO);
}  Ao colocar a parte interna , apertar bem o grampo (G) e ter cuidado de verificar se a posição da junta entre a culatra) e a sede está correta.

9.1.2 Programa Semanal
a) Limpar o maçarico principal e trocar o anel de vedação, desentupindo o pulverizador mediante um banho de imersão em querosene. Nunca usar qualquer processo mecânico para esta limpeza, a fim de não alterar as características dos orifícios do pulverizador.
Dependendo do regime de funcionamento da caldeira (número de horas trabalhadas e paradas), esta limpeza deverá ser feita com maior freqüência e, conforme o caso, diariamente.
b)Limpar cuidadosamente a garrafa de nível, verificando o estado interno dos eletrodos de controle e sanando as deficiências porventura encontradas.
c) Limpar a visor da fotocélula.
d) Verificar o estado e a tensão de todas as correias, apertá-las e alinhá-las, se for necessário.
e) Limpar os filtros de óleo combustível.
f) Cuidar do aquecedor de óleo, observando que os preaquecedores que equipam as caldeiras fogotubulares são do tipo misto – vapor e eletricidade. Ambos os sistemas de aquecimento são automáticos, comandados por um termostato, e a temperatura de regulagem pode ser lida em termômetro colocado na linha de óleo, perto da válvula de comando de fogo.

Trata-se de um reservatório com um ou três elementos de resistência elétrica e serpentina a vapor, válvula solenóide, termostato, terminais de entrada, saída de óleo, válvula de dreno da água, válvula de segurança, purgador, filtros, etc.
Para adequada pulverização e combustão eficiente, os óleos devem ser aquecidos entre 100 e 120ºC, de acordo com a viscosidade. Em caso de troca do tipo de óleo combustível ou uso de mistura, a temperatura do aquecimento pode variar com a viscosidade diferente.
Se o óleo não se mantém à temperatura de 100 a 120ºC, verificar fusíveis queimados ou fios soltos nos terminais das resistências.
Quando funcionando a vapor, verificar se o purgador está sujo, mal regulado, se a válvula solenóide não dá passagem, se a válvula geral está fechada ou se o termostato está mal-regulado ou defeituoso.
Normalmente, se existe sistema de filtro duplo na saída do aquecedor, a alavanca de comando deve estar totalmente virada para a direita ou para a esquerda, indicando o filtro que está em função.
Na válvula de alívio (segurança) do aquecedor, deve ser instalado um tubo adequado, que conduz a eventual descarga para o sentido onde o óleo quente não cause acidente.
O sistema de aquecimento a vapor se faz por meio de uma serpentina. O controle de temperatura é feito através de uma válvula (VSA), que corta o fluxo de vapor quando é atingido o ponto máximo e, vice-versa, o ponto mínimo. Consegue-se, dessa forma, manter a temperatura do óleo constante, com oscilação entre 0 e 15ºC.
A válvula (VSA) é do tipo solenóide, comandada por um termostato (TE) que interrompe o fluxo de corrente elétrica para a bobina da válvula, quando a temperatura atinge o ponto máximo ou o mínimo.
O purgador (P) controla a descarga do condensado da serpentina. Manter sob observação seu funcionamento, enquanto o gerador estiver operando. Quando a válvula (VSA) está aberta, o purgador necessariamente deve trabalhar. A purga deve ser feita intermitente e ritmadamente.
Abrir o registro, periodicamente, para que a drenagem da água do preaquecedor de óleo combustível possa descarregar a água que fica depositada no fundo do aquecedor de óleo (AO). Se a temperatura do óleo desobedecer à regulagem, verificar se há sujeira na sede da válvula solenóide (VSA).

O sistema de aquecimento elétrico é usado na partida do gerador de vapor a frio e deve ser desligado logo que haja vapor suficiente. É composto de um ou mais elementos de aquecimento elétrico de imersão (R), comandados por uma chave eletromagnética e um termostato (TE).

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