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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Como vencer a pobreza e a desigualdade"

Tema: "Como vencer a pobreza e a desigualdade"
 Autora: Clarice Zeitel Vianna Silva

 UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

 Leia e entusiasme-se!

 “PÁTRIA MADRASTA VIL"

 Onde já se viu tanto excesso de falta?
 Abundância de inexistência...
 Exagero de escassez...
 Contraditórios?
 Então aí está!
 O novo nome do nosso país!
 Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
 Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a
 abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de
 responsabilidade.
 O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente
 sistematizada - de contradições.
 Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não
 é gentil e, muito menos, mãe.
 Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta
 vil.
 A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
 Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma
 bela formação básica.
 E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me
 restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não  iria querer me enganar, iludir.
 Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do
 problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que
 de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela
 falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha
 voz-nada-ativa.
 A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade
 e esta, por fim, igualdade.
 Uma segue a outra...
 Sem nenhuma contradição!
 É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que
 quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam
 hipócritas, mudanças que transformem!
 A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
 Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
 E a educação libertadora entra aí.
 O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
 Não aprendeu o que é ser cidadão.
 Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade:
 nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do
 Estado não modificam a estrutura.
 As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social
 - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar
 nossa culpa)...
 Mas estão elas preparadas para isso?
 Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro
 pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar
 com a pobreza e desigualdade no Brasil.
 Afinal, de que serve um governo que não administra?
 De que serve uma mãe que não afaga?
 E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
 Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a
 um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
 Cada um por todos.
 Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
 Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
 Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
 Ser tratado como cidadão ou excluído?
 Como gente... Ou como bicho?

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