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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A IMPORTÂNCIA DE MINISTRAR OS CURSOS DE NR´S DE ACORDO COM O MTE


NR 10 EM 36 HS. CUIDADO, NÃO SEJA ENGANADO

A NR 10 NR 10 – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE
Publicação D.O.U.
Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78
Alterações/Atualizações D.O.U.
Portaria SSMT n.º 12, de 06 de junho de 1983 14/06/83
Portaria GM n.º 598, de 07 de dezembro de 2004 08/09/04
Exige que seja obedecido o conteúdo programático:
1.       CURSO BÁSICO – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE.

I - Para os trabalhadores autorizados: carga horária mínima – 40h:
Programação Mínima:
1. introdução à segurança com eletricidade.

2. riscos em instalações e serviços com eletricidade:
a) o choque elétrico, mecanismos e efeitos;
b) arcos elétricos; queimaduras e quedas;
c) campos eletromagnéticos.

3. Técnicas de Análise de Risco.

4. Medidas de Controle do Risco Elétrico:
a) desenergização.
b) aterramento funcional (TN / TT / IT); de proteção; temporário;
c) equipotencialização;
d) seccionamento automático da alimentação;
e) dispositivos a corrente de fuga;
f) extra baixa tensão;
g) barreiras e invólucros;
h) bloqueios e impedimentos;
i) obstáculos e anteparos;
j) isolamento das partes vivas;
k) isolação dupla ou reforçada;
l) colocação fora de alcance;
m) separação elétrica.

5. Normas Técnicas Brasileiras – NBR da ABNT: NBR-5410, NBR 14039 e outras;

6. Regulamentações do MTE:
a) NRs;
b) NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade);
c) qualificação; habilitação; capacitação e autorização.

7. Equipamentos de proteção coletiva.
8. Equipamentos de proteção individual.

9. Rotinas de trabalho – Procedimentos.
a) instalações desenergizadas;
b) liberação para serviços;
c) sinalização;
d) inspeções de áreas, serviços, ferramental e equipamento;

10. Documentação de instalações elétricas.

11. Riscos adicionais:
a) altura;
b) ambientes confinados;
c) áreas classificadas;
d) umidade;
e) condições atmosféricas.

12. Proteção e combate a incêndios:
a) noções básicas;
b) medidas preventivas;
c) métodos de extinção;
d) prática;

13. Acidentes de origem elétrica:
a) causas diretas e indiretas;
b) discussão de casos;

14. Primeiros socorros:
a) noções sobre lesões;
b) priorização do atendimento;
c) aplicação de respiração artificial;
d) massagem cardíaca;
e) técnicas para remoção e transporte de acidentados;
f) práticas.

15. Responsabilidades.
Para atender este conteúdo programático, o MTE exige que a carga horária seja de 40(quarenta)hs.
Existem empresa, aqui em Fortaleza, que ministra este curso em 2(dois) fins de semana, contrariando a norma que exige que a qualificação dos funcionários seja realiza durante o horário de trabalho do funcionário.
Observando que 2(dois) fins de semana, no máximo temos 36(trinta e seis) horas, porém alcançamos no máximo 30(trinta) horas de aula.
Os alunos/funcionários estão sendo enganados pela instituição de ensino e / ou empresários que só querem cumprir as exigências de certificação dos seus funcionários.  Assim os certificados são emitidos com a carga horária de 40(quarenta) horas, sendo que os alunos/funcionários estão com um certificado de participação e não agregaram conhecimento.

sábado, 15 de agosto de 2015

Trabalho em equipe


Aspectos comportamentais.
Vamos explora os aspectos comportamentais do trabalhador das pessoas em sua atividades, sociais, profissionais e familiares.
        CONCEITO DO COMPORTAMENTO = ATITUDE = POSTURA.
Individuo – As diferenças individuais constituem as formas pelas quais os indivíduos se distinguem ao agir. Essas diferenças podem ser percebidas através das seguintes abordagens: fatores físicos; emoções; atitudes; valores; personalidades; percepções; comportamento; pontos de vista; níveis educacionais; habilidades sociais; etc.
As semelhanças podem ocorrer entre as pessoas no tocante a opiniões, atitudes e temperamentos, mas não se encontra igualdade. Cada sujeito é singular na sua totalidade e apresentará num comportamento diferente.
Quando pensamos em comportamento, estamos falando de seres humanos, de motivação, de valores e crenças. Palavras que poderiam ser:
Caráter; personalidade; paciência; dignidade; saber escutar; compreensão; humildade; respeito; somatório = modo de ser.

Todos nós temos um modelo de comportamento adequado para algumas situações e inadequadas para outras. Atitude é relacionado a comportamento, na segurança é a mesma coisa, lá fora, em outras realidades, pode ser diferente. É o modo de agir.

Sabemos que somos uma única pessoa, tanto em casa como no trabalho. Existe a tendência de falarmos: “temos que separa o pessoal do profissional”. A pessoa é somente ela, a separação da pessoa e do profissional não existe. Para sermos bom profissional, temos que ser uma boa pessoa, não tem separação, não existe o capaz tecnicamente e o colega solidário. 
O caráter de uma pessoa se forma desde a sua infância e vem evoluindo progressivamente com informações vindas de um livro e assistidas de um filme, uma série de informações. O que você questiona sobre algo, gera uma inquietude e gera novas visões, novos pensamentos.
Conseqüentemente, toda essa atividade proativa gera novos conhecimentos, transformando em sabedoria.
O conceito de aprender é amplo como outros estudados aqui. Utilizando muito o termo “aprender a aprender”, ou seja, procurando desenvolver uma capacidade maior em receber novas informações e conseguir “digeri-las adequadamente.
A observação é um dos pontos para o aprendizado, alguém faz e você copia, você vê o que está acontecendo. Outra maneira de ocorrer a aprendizagem está no estudo, na pesquisa e na discussão com outros profissionais da área.
        Gostar do que faz, trabalhar com prazer, refletir sobre seu trabalho, trabalhar em equipe, escutar as pessoas, etc., contribuem para uma boa retenção do aprendizado.
As bases do aprendizado.
Como trabalhador, todos devem estar atento aos riscos e aos perigos de sua atividade, valorizar os controles dos riscos e as opiniões de seus companheiros de trabalho. Ao elabora uma tarefa, é importante que se tenha uma atenção especial na elaboração da análise prevencionista de risco e na metodologia aplicada, entre outros.
O planejamento é fundamental para a tarefa, tem-se que dominar todo o procedimento, senão poderão ocorrer incidentes, mas não basta somente planejar, é importante que se tenha uma visão, uma expectativa do processo e do resultado que se quer chegar.
}  Tenha um bom relacionamento com seus colegas de trabalho. A amizade não tem preço, o relacionamento com outras pessoas também. As palavras mais adequadas para relacionamento são: simpatia, respeito, empatia, amizade, humildade, solidariedade, profissão, amor e sinceridade.
}  Saiba trabalhar em grupo.
        Percepção
        A percepção pode sofrer distorções provocadas por fatores que podem alterar a realidade dos fatos. Dentre eles podemos destacar:
}  Fatores físicos – deficiência nos órgãos receptores dos estímulos. Quem sofre de deficiência auditiva, por exemplo, pode interpretar mal as mensagens que ouve;
}  Emoção – reduz ou impede o raciocínio. Por exemplo, uma pessoa com raiva pode agredir alguém que nada teve a ver com a causa da raiva;  
}  Preconceitos – são crenças culturalmente aprendidas que deformam e limitem a percepção;
}  Cultura – tende-se a perceber e emitir juízo de valor de acordo com as crenças do ambiente social no qual se adquiriu a cultura;
}  Valores – percebe-se melhor o que se considera importante;
}  Atenção – percebe-se mais o que está no foco da atenção;
}  Interesse – o indivíduo focaliza o que é de seu interesse. Por exemplo, quando alguém compra um carro, essa pessoa tende a ver muitos outros carros iguais ao seu, que antes não percebia;
}  Defesa psíquica – tende-se a não perceber o que for considerado desagradável.
Entende-se como percepção, como sendo a interpretação que o indivíduo faz dos estímulos recebidos do meio ambiente, através dos sentidos de tato, audição, visão, paladar e olfato. Os estímulos também podem se internos, tais como a sensação de fome, sede, frio, as emoções, etc. A maneira de perceber o mundo e as situações variam de pessoa para pessoa. As pessoas agem no mundo de acordo com as suas percepções. 
Um outro tipo de percepção que se pode caracterizar e, principalmente, relacionar ao seu trabalho é a percepção do risco, ou seja, esse tipo de percepção tem com base a experiência de cada um em relação ao trabalho a ser desenvolvido e ao conhecimento do conceito de risco e de perigo aliado á prática preventiva de evitar acidentes. Assim, quando a organização fornece os meios adequados, como por exemplo, a capacitação do empregado e o estímulo ao trabalho de equipe, ela está adotando uma característica preventiva na busca do índice zero em acidentes.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

NÃO SE ATRASE

Existe uma coisa que vai lhe ajudar a ganhar mais dinheiro, ter relacionamentos melhores, ser mais feliz e até parecer mais magro. É algo revolucionário e simples e que, se utilizado todos os dias, vai mudar sua vida: não se atrase.
Chegar atrasado é inaceitável no mundo atual. Pode parecer duro, mas é a realidade. Não importa qual seja o evento, se é um jantar, uma conferência via Skype ou um café – sua pontualidade diz muito sobre você.
Enquanto algumas pessoas se incomodam muito com atrasos – tanto os dela quanto os alheios -, a maioria parece considerar horários e prazos um capricho.
É importante perceber que existe um motivo pelo qual marcamos hora para reuniões e estabelecemos prazos. Isso permite coordenar esforços, minimizar a perda de tempo e de trabalho e também ajuda a criar expectativas. Se as pessoas não se organizassem, tudo seria ineficiente.
Além de atrapalhar a produtividade, uma pessoa atrasada também mostra falta de respeito e de consideração. Chegar a uma reunião na hora mostra que você aprecia e valoriza a pessoa com quem você está se encontrando. Se você se atrasa, perde credibilidade. Um funcionário de uma empresa, por exemplo, pode ser considerado não lucrativo. Reuniões custam dinheiro para a organização e quanto mais ela demora para começar, mais cara fica.
Atraso significa desorganização e, muitas vezes, as pessoas não querem se relacionar e fazer negócios com desorganizados. Também não é uma boa desculpa dizer que está muito ocupado. Apesar da impressão que a maioria das pessoas tem de que ter muito para fazer é sinônimo de importância, isso pode ser encarado como um sinal de que o atrasado é incapaz de priorizar seus compromissos e de dizer “não” para o que não interessa.
Algumas vezes, acontece uma emergência ou um evento aparece de surpresa. Quando isso ocorre, o melhor é se justificar bem e se desculpar, para que a pessoa com quem você iria se encontrar saiba que você considera o encontro importante e que o atraso não se repetirá.

Ser pontual não significa julgar os outros ou se estressar. Na verdade, é justamente o oposto: abre espaço para pessoas melhores em sua vida e também para organizar seu tempo, de forma a conseguir fazer as coisas de que gosta.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

RECICLAGEM NR 10 - RISCOS EM ATIVIDADES ELÉTRICA - PARTE2 (DOIS)


 RISCOS TÍPICOS NO SEP E SUA PREVENÇÃO

A eletricidade é um agente de risco causador de muitos acidentes, não só com danos.
As atividades exercidas em instalações elétricas envolvem a exposição ao risco elétrico, causador de muitos graves acidentes.
A perfeita identificação destes riscos, assim como o conhecimento de procedimentos de segurança no trabalho, equipamentos de proteção individual e coletiva, e principalmente o simples reconhecimento de que os acidentes não acontecem apenas com os outros, diminuirá em muito os índice de acidentes do trabalho em atividades elétricas.
Isso nos conduz ao reconhecimento da necessidade de um programa de intenso treinamento na área elétrica associado a um treinamento de segurança do trabalho em instalações elétricas.
Sabemos que muitos desses riscos podem ser identificados por meio de uma simples observação, como por exemplo o risco de quedas por trabalhos em altura, ou por vazamento de material tóxico ou combustíveis, que podem ser percebidos pelo olfato.
Mas em condutores, equipamentos ou dispositivos energizados, os riscos só podem ser detectados através de instrumentos específicos, e mesmo nessa etapa, os riscos podem ser grandes, e já devem ser controlados e tais operações deverão ser feitas por pessoal treinado e que estejam com os equipamentos de proteção adequados.
A eletrocussão representa 12% dos acidentes fatais, e é a terceira causa desses acidentes fatais. Devido a esses fatos é necessário que trabalhos em eletricidade sejam executados com a utilização de procedimentos específicos de segurança, aliados a um intenso programa de treinamento em conformidade com uma assumida política de segurança do trabalho nas empresas.
Os riscos típicos do SEP, são caracterizados por;
  1. Proximidade e contatos com as partes energizadas;
  2. Indução;
  3. Descargas atmosféricas;
  4. Eletricidade estática;
  5. Campo elétrico e magnético;
  6. Comunicação, identificação e sinalização;
  7. Trabalho em altura, confinados, máquina e equipamentos especiais;
  8. Ruídos, pressão e animais peçonhentos.
Proximidade e contatos com as partes energizadas.
}  Todas as partes das instalações elétricas, devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes
}  As partes de instalações elétricas a serem operadas, ajustadas ou  examinadas, devem ser dispostas de modo a permitir um espaço suficiente para que o trabalhador, tenha um trabalho seguro;
}  As partes das instalações elétricas, não cobertas por material isolante, na impossibilidade de se conservarem distâncias que evitem contatos casuais, devem ser isoladas por barreiras que ofereça, de forma segura, resistência a esforços mecânicos usuais;
}  Toda instalação ou peça condutora que não faça parte dos circuitos elétricos, mas que, eventualmente, possa ficar sob tensão, deve ser aterrada, desde que esteja em local acessível a contatos;
}  As instalações elétricas, quando a natureza do risco exigir e sempre que tecnicamente possível, devem ser providas de proteção complementar por meio de controle a distância, manual e/ou automático;
}  As instalações elétricas que estejam em contato direto ou indireto com água e que possam permitir fuga de corrente, devem se projetadas e executadas, em especial, quanto á blindagem, ao isolamento e ao aterramento;
}  Respeitar as distâncias de segurança entre as tensões (fase-fase e fase-terra), utilização correta dos EPI´s e dos EPC´s (ao contato ao potencial e a distância);
}  As vestimentas de trabalho devem ser adequadas ás atividades, devendo contemplar a condutibilidade, a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas;
}  E vedado o uso de adornos (brincos, correntinhas, entre outros) pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades;
}  Os trabalhos que exigem o acesso á zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas na tabela B.

Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre








Zona de risco, controlada e livre
     Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre.
     ZL = Zona livre
     ZC = Zona controlada, restrita a trabalhadores autorizados.
     ZR= Zona de risco, restrita a trabalhadores autorizados e com a adoção de técnicas, instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho.
     PE = Ponto da instalação energizado.



domingo, 21 de junho de 2015

CRESCE O NÚMERO DE ACIDENTES DE TRABALHO


RIO - Este ano, a tragédia em campos de trabalho se sucederam. Em fevereiro, nove petroleiros morreram na explosão de uma casa de bombas da Plataforma São Mateus, no Espírito Santo. No mês passado, quatro operários morreram na construção da Usina de Belo Monte, soterrados por toneladas de cimento. No início do mês, dois operários morreram eletrocutados na Usina de Jirau, em Porto Velho, Rondônia, uma das usinas do Rio Madeira.
No Brasil, pelos dados da Previdência Social, morreram 2.797 trabalhadores no Brasil em 2013, um a cada três horas. Nas estatísticas, não entram as mortes de policiais, bombeiros ou militares.
Segundo Letícia Nobre, doutora em Saúde Pública, da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia, também há subnotificação no número de mortes de trabalhadores no Brasil. A pesquisa do IBGE não investigou o número de óbitos no trabalho.

MORTE EM SILO DE CIMENTO
Um indício forte está nos números do Ministério da Saúde. Deborah Malta, diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e promoção da saúde do ministério, diz que houve 139 mil notificações de acidentes de trabalho nos serviços de saúde.
Mais de 86 mil casos foram fatais ou graves. Um número bastante alto.
No fim do mês passado, o desabamento de um silo com cimento matou três trabalhadores e feriu mais três no sítio Pimental, na Usina hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, no Pará. Menos de uma semana antes, um outro trabalhador sofrera acidente também num silo, em outra área da usina, na central de cimento de canais e diques. A transferência de cimento dos caminhões para os silos foi o momento de ambos os acidentes. O operário morreu dez dias depois.
A principal hipótese é que houve sobrepressão na operação de transferência do cimento do caminhão para o silo. A conexão do caminhão ao silo era feita pelo próprio motorista do caminhão, supostamente treinado. Ele foi um dos feridos. Na semana anterior, um filtro do silo se soltou e atingiu o trabalhador — afirmou o procurador do Trabalho de Belém, Faustino Pimenta.

VINTE MORTES NO MADEIRA
O Consórcio Construtor Belo Monte, por email, afirmou que as causas do acidente estão sendo apuradas: “O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) atende a todas as normas exigidas pela legislação trabalhista, assim como as normas regulamentadoras de cada setor da construção civil pesada no país. Na construção das usinas hidrelétricas de Madeira e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, já houve 20 mortes desde 2010, de acordo com a Superintendência Regional do Trabalho do Estado. Foram 11 mortes em Jirau, as duas últimas no início do mês. Os operários foram eletrocutados.
Por nota, a Energia Sustentável do Brasil, concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, afirma que “exige o cumprimento de todas as normas e da legislação de segurança do trabalho em todos os seus contratos, bem como mantém fiscalização permanente sobre essas atividades”.

Na Usina de Santo Antônio, foram nove mortes. Também por nota, o Consórcio Construtor Santo Antônio, responsável pelas obras, “informa que a segurança dos trabalhadores é prioridade no exercícios de suas atividades e que realizou 5248 mil horas de treinamento.”

O GLOBO 21/06/2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

RECICLAGEM NR 10 - RISCOS EM ATIVIDADES COM ELETRICIDADE - PARTE 1 (UM)


1 – Desenergização

A desenergização é um conjunto de ações coordenadas, seqüenciadas e controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores envolvidos.
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados e obedecida a seqüência a seguir:

a) seccionamento;
b) impedimento de reenergização;
c) constatação da ausência de tensão;
d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;
e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada;
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

Seccionamento
É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado entre um circuito ou dispositivo e outro, obtida mediante o acionamento de dispositivo apropriado (chave seccionadora, interruptor, disjuntor), acionado por meios manuais ou automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos.

Impedimento de reenergização.(bloqueio)
É o estabelecimento de condições que impedem, de modo reconhecidamente garantido, a reenergização do circuito ou equipamento desenergizado, assegurando ao trabalhador o controle do seccionamento.
Na prática trata-se da aplicação de travamentos mecânicos, por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares de travamento  ou com sistemas informatizados equivalentes.
Deve-se utilizar um sistema de travamento do dispositivo de seccionamento, para o quadro, painel ou caixa de energia elétrica e garantir o efetivo impedimento de reenergização involuntária ou acidental do circuito ou equipamento durante a execução da atividade que originou o seccionamento. Deve-se também fixar placas de sinalização alertando sobre a proibição da ligação da chave e indicando que o circuito está em manutenção.

Deverá ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação da razão de desenergização e informações do responsável.
Os cartões, avisos, placas ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem ser claros e adequadamente fixados. No caso de método alternativo, procedimentos específicos deverão assegurar a comunicação da condição impeditiva de energização a todos os possíveis usuários do sistema.

Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos.
Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento temporário deverá ser ligado a uma haste conectada à terra. Na seqüência, deverão ser conectadas as garras de aterramento aos condutores fase, previamente desligados.   Para a execução do aterramento temporário, devemos seguir ás seguintes etapas:
  • Solicitar e obter a autorização formal;
  • Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e constatar a desenergização;
  • Delimitar a área de trabalho, sinalizando-a;
        OBS.: Trabalhar entre dois pontos devidamente aterrados.
  • Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário, antes de sua utilização;
  • Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza á malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados á terra, utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados á execução da tarefa;
  • Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa;
  • Na rede de distribuição deve-se trabalhar, no mínimo, entre dois aterramentos.

Em serviços que exijam equipamentos não aterrados, estes devem ser descarregados eletricamente em relação á terra, seguindo-se para isso os procedimentos de aterramento estabelecidos.
Somente após a conclusão dos serviços e verificação de ausência de anormalidades, o trabalhador providenciará a retirada de ferramentas, equipamentos e utensílios e por fim o dispositivo individual de travamento e etiqueta correspondente.
Os responsáveis pelos serviços, após inspeção geral e certificação da retirada de todos os travamentos, cartões e bloqueios, providenciará a remoção dos conjuntos de aterramento, e adotará os procedimentos de liberação do sistema elétrico ara operação.
A retirada dos conjuntos de aterramento temporário deverá ocorrer em ordem inversa à de sua instalação.

Os serviços a serem executados em instalações elétricas desenergizadas, mas com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6. da NR 10, que diz respeito a segurança em instalações elétricas desenergizadas.

Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada.
Define-se zona controlada como, área em torno da parte condutora energizada, segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados, como disposto no anexo II da Norma Regulamentadora Nº10. Podendo ser feito com anteparos, dupla isolação, invólucros, etc.
       
Sempre que for possível, deve-se promover o corte visível dos circuitos, provendo afastamentos adequados que garantam condições de segurança específica, impedindo assim a existência de tensão elétrica no equipamento ou circuito.
O seccionamento tem maior eficácia, quando há a constatação, visual, da separação dos contatos (abertura de seccionadora, retirada de fusíveis, etc.).

A abertura da seccionadora deverá ser efetuada, após o desligamento do circuito ou equipamento a ser seccionado, evitando-se, assim a formação de arco elétrico.