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terça-feira, 27 de agosto de 2013

CINQUENTA CRISTÃOS SÃO QUEIMADOS VIVOS EM CASA DE PASTOR NA NIGÉRIA

Os ataques a cristãos continuam com força total da Nigéria. Relatórios apontam que mais de 100 pessoas foram mortas por terroristas armados na semana passada e o grupo extremista islâmico Boko Haram, mais uma vez assumiu a responsabilidade por eles.
Enquanto fontes diferentes contabilizam a quantidade de pessoas que perderam suas vidas na semana passada, uma história divulgada pela Baptist Press chamou atenção.
Cerca de 50 membros da Igreja de Cristo na Nigéria, moradores da aldeia de Maseh, foram queimados vivos depois de se refugiarem na casa de seu pastor quando fugiam de mais um ataque terrorista.
“Cinquenta membros de nossa igreja foram mortos no prédio da igreja, onde tinha ido se refugiar [na casa pastoral]. Eles foram mortos junto com o pastor, sua esposa e seus filhos”, explicou Dachollom Datiri, vice-presidente da denominação Igreja de Cristo na Nigéria.
Lideranças da Igreja confirmaram que mais de 100 membros foram mortos em diversas aldeias na Nigéria, incluindo Maseh, Ninchah, Kakkuruk, Kuzen, Negon, Pwabiduk, Kai, Ngyo, Kura Falls, Dogo, Kufang e Ruk.
“A Nigéria está realmente se tornando um novo campo de morte para os cristãos. Centenas de cristãos já foram brutalmente assassinados pelo Boko Haram, incluindo mulheres e crianças”, disse Jerry Dykst, porta-voz do ministério Portas Abertas nos EUA. ”O Boko Haram divulgou, no início desta semana, uma ameaça que todos os cristãos devem se converter ao Islã ou eles nunca terão paz novamente. Seu objetivo é fazer toda a Nigéria um país governado e dominado pela lei sharia”, concluiu.
Innocent Chukwuma, consultor de justiça criminal da Nigéria, vai mais além. “Eu não acho que o Boko Haram poderia, invadir essas aldeias sozinhos. Eles precisam do apoio e colaboração dos moradores locais”, disse.
O pastor Ayo Oritsejafor, presidente da Associação Cristã da Nigéria, fez um apelo, afirmando que o Boko Haram é uma organização terrorista e pedindo que a comunidade internacional lute contra ela como faz com a Al Qaeda.
“Há certos extremistas muçulmanos que acreditam que a Nigéria deve ser uma nação islâmica e o Boko Haram é o principal órgão desse grupo de pessoas… O país sempre teve uma população muito bem dividida entre as duas grandes religiões [cristianismo e islamismo ], então não é possível simplesmente islamizar a Nigéria “, acrescentou o pastor.
[Fonte: Gospel Prime]

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Queridos irmãos, neste exato momento diante de nossa insignificante comodidade e liberdade cristã mal aproveitada oremos pelos cristãos perseguidos na Nigéria.

domingo, 25 de agosto de 2013

Déficit externo sobe, apesar do dólar alto


A disparada do dólar não impediu que o déficit das contas externas mais que dobrasse, atingindo o recorde para meses de julho de US$ 9 bilhões, ante US$ 4 bilhões em junho. No acumulado do ano, o saldo das operações financeiras e comerciais do Brasil com o exterior também bateu recorde e fechou em US$ 52 5 bilhões, valor bem próximo do déficit acumulado em todo o ano passado, de US$ 54,2 bilhões.

Ao divulgar os dados nesta sexta-feira (23), o Banco Central estimou um resultado negativo de US$ 5 bilhões em agosto. Segundo o BC, o principal fator a pesar nas contas externas é o fraco desempenho comercial. “É possível que a eventual recuperação das exportações até o fim do ano amenize a deterioração das contas externas, processo que tem contribuído para a pior percepção da economia brasileira”, disse José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, em nota a clientes.

O crescimento do déficit externo é apontado por economistas como um dos fatores de vulnerabilidade do País, que contribui para valorização ainda maior e mais intensa do dólar aqui, comparado com outros emergentes. Ou seja, a necessidade cada vez maior do Brasil de obter dólares é um fator adicional para que o real perca mais valor que outras moedas. Isso ocorre no momento em que investidores migram para os Estados Unidos, ante a sinalização de que o país pode interromper os estímulos monetários.

Nesta sexta-feira (23), o Banco Central também mostrou que caiu o Investimento Estrangeiro Direto (IED), canal que seria a forma mais “sadia” de entrada de dólares para financiar o rombo externo. Em junho, entraram no País US$ 7,2 bilhões nessa modalidade, valor que caiu para US$ 5,2 bilhões em julho.

Os números ruins, no entanto, não assustam o BC, segundo o chefe do Departamento Econômico, Túlio Maciel. Ele argumenta que o saldo de IED previsto para ingressar no País este ano continua robusto e vai financiar esse déficit, ainda que não integralmente. A instituição projeta a entrada de US$ 65 bilhões e um saldo em conta corrente negativo de US$ 75 bilhões em 2013.

“É verdade que em anos anteriores a cobertura do déficit pelo IED foi integral, mas há fontes complementares, que também continuam fluindo positivamente”, considerou, citando como exemplos empréstimos, ingresso de recurso no mercado de capitais e títulos. Maciel admitiu, porém, que o IED é a melhor forma de arcar com o resultado negativo.

O BC projetava quase a metade do déficit verificado na prática: US$ 4,9 bilhões. “As contas mostraram déficit um pouco maior do que tínhamos previsto”, admitiu Maciel. Ele também calculou que, de janeiro a julho, o déficit em conta corrente está US$ 23 bilhões maior que em igual período de 2012. Desse total, US$ 15 bilhões se devem ao comércio exterior.

Para o Itaú Unibanco, porém, apesar de o aumento das importações de petróleo ter sido o principal fator negativo, a maior surpresa do resultado externo veio da conta de serviços, que ficou negativa em US$ 4,1 bilhões. Boa parte dessa conta se refere aos gastos de brasileiros em viagens internacionais, no mês de férias, e aluguel de equipamentos no exterior.

Na avaliação da economista Gabriela Fernandes, que assina nota enviada a clientes pelo banco, “o déficit em transações correntes se acentuou novamente em julho, após ter dado sinais de melhora em junho”. “À frente, o câmbio mais depreciado deve contribuir com a redução desse déficit, aumentando o saldo comercial e de serviços e desestimulando a remessa de rendas.” 

A economista também destacou a continuidade dos investimentos em renda fixa. A aplicação de US$ 4,2 bilhões em julho foi menor que a de US$ 7,2 bilhões no mês anterior, mas, conforme o banco, continua reagindo à retirada, em junho, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos de estrangeiros no Brasil
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ISTO SIM É PRODUZIR E GANHAR DINHEIRO, GERA EMPREGO, SER RENTÁVEL. ISTO NÃO É CABIDE DE EMPREGO, PAGA SEUS IMPOSTOS E NÃO GERA CAIXA DOIS PARA PARTIDOS CORRUPTOS

Carajás é da China
Por Lúcio Flávio Pinto
A nova frente de produção que a Vale está abrindo em Carajás, no Estado do Pará, é superlativa. Trata-se do maior investimento as mineradora em toda a sua história, de 70 anos. Quando os 19,7 bilhões de dólares (em torno de 40 bilhões de reais) tiverem sido inteiramente aplicados, a mina de Serra Sul estará em condições de acrescentar 90 milhões de toneladas anuais à produção da ex-estatal. Com duas outras expansões na área, a província mineral de Carajás passará de 120 milhões para 250 milhões de toneladas por ano de minério de ferro.
Isso acontecerá em 2017, quando o Pará passará à frente de Minas Gerais como a maior fonte de minério de ferro da antiga Companhia Vale do Rio Doce. Será mais do que a relação de 250 milhões para 200 milhões de toneladas de produção entre os dois principais Estados mineradores do Brasil.
O minério de Carajás é mais rico e mais fácil de extrair. Com a exaustão de algumas jazidas de Minas, a Vale terá que se aventurar no seu Estado de origem pelo itabirito, minério mais duro e pobre, para manter a escala de produção.
A diferença mais importante, porém, é o destino da produção. Carajás consolidará a posição da Vale de maior vendedora interoceânica de minério de ferro do mundo. Seu minério, com teor de hematita superior a 66%, tem mercado garantido no exterior, enquanto o produto de Minas será cada vez mais destinado a abastecer o mercado nacional. Carajás será a principal mina de atendimento internacional que existe.
Daí a dimensão extraordinária do projeto de expansão. Enquanto a primeira jazida levou alguns anos para chegar ao seu tamanho de projeto, de 25 milhões de toneladas, S11D dará partida já com 90 milhões de toneladas na bitola.
A partir do início das obras de terraplenagem, que aconteceu no começo drdtr mês, essa meta será atingida em apenas quatro anos, graças às inovações e à diretriz de investir maciçamente no empreendimento, 30% maior do que o custo da polêmica hidrelétrica de Belo Monte.
O mundo tem pressa de se servir de um minério rico, fácil de extrair e de custo proporcionalmente inferior ao de qualquer outra mina das mesmas dimensõe
s, em valores absolutos, embora sem o mesmo teor. Por isso, imune – ou, pelo menos, bem protegido em relação – às flutuações previstas para o setor pelos próximos anos. Uma fonte cativa para os grandes consumidores de minério, sobretudo as siderúrgicas asiáticas, à frente a China.
Mas isso interessa realmente ao Pará e ao Brasil? Numa entrevista que deu ao Valor, o geólogo Breno Augusto dos Santos, o primeiro a identificar o minério de ferro de Carajás, em 31 de julho de 1967 (cujos 46 anos da descoberta motivaram o interesse do jornal paulista), observou: “Se Carajás fosse na China, na Coréia ou na Alemanha, de lá estariam saindo automóveis, locomotivas ou computadores”. E logo acrescentou: “Mas essa não é uma função da Vale”.
Não é mesmo? Este é o aspecto chave da questão. A Vale se livra das responsabilidades pela exploração de minério bruto alegando ser apenas uma mineradora. Outras empresas deviam cuidar do beneficiamento. E o governo, principalmente, devia exercer o seu papel de fomentador desses investimentos.
A empresa não tem culpa se as outras partes não fazem o que lhes cabe. Daí a inexpressividade dos rendimentos que uma atividade de tão grande porte proporciona ao Pará. O Estado não tem agregação de valor à sua riqueza natural e ainda é privado da receita tributária que essa atividade devia lhe oferecer, por causa da imunidade conferida às matérias primas e produtos semiacabados pela nefanda “lei Kandir”, de autoria do então deputado e economista de São Paulo, que lhe emprestou o nome.
Não é bem assim. O Programa Grande Carajás foi induzido pela então estatal CVRD durante o início do governo Figueiredo, o último do regime militar, a partir de 1980. Interessava à empresa ter um prospecto de aproveitamento econômico mais amplo, que valorizasse e legitimasse a concessão federal dada à ferrovia de Carajás.
Fazendo uma análise retrospectiva do “Carajazão”, delegado a um conselho interministerial, diretamente subordinado à presidência da república, pode-se chegar à conclusão de que foi um foguetório de ilusão, uma espécie de para-raios e habeas corpus a um projeto de mera extração mineral. Um boi atirado às piranhas para permitir a passagem da boiada de minério.
Mesmo com a Vale estatal já era difícil ao governo exercer controle sobre os impulsos da empresa e a teia dos seus interesses internacionais, criados, confirmados e cultivados por seus agentes, uma autêntica tecnoburocracia cosmopolita (cujo modelo é Eliezer Batista, o pai de Eike). Essa lacuna se acentuou com a privatização. Tornou-se mais nítida a distinção entre os negócios feitos pela empresa no exterior e os interesses nacionais. Mais do que distinção, o antagonismo.
Ficou evidente o interesse da Vale em agradar aos seus grandes clientes chineses, japoneses e de outros países, sem os quais sua grandiosidade estaria comprometida. A empresa passou a atuar como viabilizadora desses interesses na medida em que se restringia à extração mineral em escala crescente para a exportação.
Adaptando a frase de Breno, pode-se dizer que nenhum governo na China, Coréia e Alemanha permitiria que uma empresa de mineração crescesse de forma a exercer controle total sobre o circuito da extração, transporte e exportação de matéria prima bruta, como faz a Vale no Brasil.
É por isso que sua parte de logística cresceram para dar suporte à sua atividade de mineradora. Ela se agigantou ainda mais, num esquema que tem proporcionado mais divisas ao país, como nunca, mas à custa da exaustão de uma riqueza natural não renovável, como o minério de ferro.
Tente-se calcular quanto o Brasil perdeu por não ter feito o beneficiamento do minério de ferro de Carajás. Um cálculo simples levará a muitos bilhões de dólares em quase 30 anos de extração maciça de minério bruto, que, no caso, é quase sinônimo de minério puro, tal a riqueza de hematita contida na rocha de Carajás.
Para se ter uma ideia da grandeza do novo capítulo que se inicia em Carajás, basta considerar que a Serra Sul possui 10 bilhões dos 18 bilhões de toneladas estimados de reserva, com teor médio de 66,5% de ferro. O primeiro corpo a ser lavrado nessa mineração, que leva a letra D do título do projeto, acumula 4,2 bilhões de toneladas, com nove quilômetros de extensão, a uma profundidade de até 250 metros.
Ao ritmo previsto, a jazida terá 40 anos de vida útil. Ao fim desse período, a maior mina de ferro do planeta será só lembrança – amarga e frustrante por certo, para os nativos. Chegará ao fim sem motivar qualquer reação dos paraenses, que veem o buraco ser aberto sem usufruir o melhor que o minério lhes poderia dar.

A decisão da Petrobras de vender ativos para se capitalizar, confirma o "ROMBO" que o corruPT aplicou, desviando os recursos para o caixa dois do "PT" - PARTIDO DOS TRAIDORES

Autor/Fonte: Valor Econômico/Sindcomb Notícias
Data: 23/08/2013

    Empresários defendem desverticalização no setor de gás



Em um momento em que o gás de xisto revoluciona o setor energético dos Estados Unidos e atrai investimentos para aquele país, empresários defendem maior competição no setor de gás natural, com redução do papel da Petrobras, que hoje participa de vários elos da cadeia, da exploração ao transporte e distribuição do insumo. "A decisão da Petrobras de vender ativos para se capitalizar pode ser uma excelente oportunidade para um mercado que sempre foi tratado de forma secundária pela empresa: o gás natural", afirma o diretor de infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti.
"Promover a desverticalização do setor, incluindo a venda de todos os ativos de transporte e distribuição de gás natural do mercado doméstico para a iniciativa privada, daria maior competitividade e favoreceria a expansão do mercado do gás natural", diz Cavalcanti. "A desverticalização seria um avanço da transparência no setor", destaca Lucien Belmonte, superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro).
Enquanto o governo federal acena com a maior oferta de gás nos próximos cinco a sete anos, os empresários estão preocupados com o fato de que muitas indústrias não consigam sobreviver a esse período. A desverticalização poderia ser uma saída mais imediata, caso a União, controladora da estatal, decidisse por esse caminho. A malha de gasoduto de transportes da Petrobras estaria avaliada entre R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões, segundo um consultor.
Os industriais reclamam que a baixa competição no setor de gás é um dos problemas que fazem o preço do insumo custar US$ 13 a US$ 14 o milhão do BTU, enquanto nos EUA o gás de xisto chega aos consumidores entre US$ 2 a US$ 3 por milhão de BTU. Estudo da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), ainda em fase de elaboração, está analisando o ambiente técnico e regulatório do mercado de gás natural em vários países e observando as melhores experiências.
"Do ponto de vista técnico nos parece que a predominância de um agente é um fator inibidor da competição, até como algumas notas técnicas da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam", afirma o presidente da entidade, Paulo Pedrosa, que ressalta que a discussão tem de ser técnica e envolver vários agentes. Para ele a desverticalização por si só também não garante a maior competição, porque o carregamento dos gasodutos está contratado, o que exigiria o equacionamento regulatório também desse ponto.
A discussão envolve também governos, como o de São Paulo, que vem reclamando da existência de dois preços para o gás natural, sendo um o explorado em campos nacionais e o outro formado pela cotação do insumo importado da Bolívia, que chega a custar US$ 1 a mais que o nacional. Empresas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina seriam as mais afetadas.
Esse ponto também é criticado por empresários. "Isso cria a existência de duas classes de consumidores que pagam preços diferentes e têm custos diferentes de energia. É essencial que não haja discriminação e que o gás nacional e o importado tenham o mesmo tratamento, assim como é no diesel ou na gasolina, em que há isonomia de tratamento", diz Cavalcanti. Segundo ele, desde 2011, a Petrobras concede desconto sobre o gás nacional vendido às distribuidoras. Com essa política, o preço do gás natural caiu 32%. "Por outro lado, o gás boliviano continuou vinculado à variação do dólar e da cesta de óleos, o que aumenta o desequilíbrio em relação ao gás de origem nacional", destaca.
O contrato de renegociação do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), que expira em 2019, também é objeto de preocupação. "O Brasil precisaria ter condições de renegociá-lo para que os preços pudessem cair", diz Marco Tavares, da Gas Energy. Com as reservas do pré-sal e a expectativa positiva em relação ao leilão de gás não convencional, o governo espera acréscimo relevante da oferta do insumo nos próximos cinco a sete anos, o que daria musculatura para o governo reduzir o preço do gás da Bolívia.
Fonte: Valor Econômico/Sindcomb Notícias, agosto/13

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DEPOIS QUE O VERME "lula" RENEGOCIOU A TARIFA E O CONTRATO COM A BOLÍVIA, TRANSFORMOU O GASBOL, E, ALGO PÉSSIMO PARA O BRASIL

Autor/Fonte: Brasil Econômico
 Data: 22/08/2013

    Câmbio encarece gás da Bolívia


Alta do preço do gás tem feito grandes consumidores migrarem para outros combustíveis.
Alta do preço do gás tem feito grandes consumidores migrarem para outros combustíveis.
A desvalorização da moeda brasileira já afeta as indústrias que utilizam gás natural importado da Bolívia.
A desvalorização cambial já impacta consumidores de gás natural de São Paulo e da Região Sul, que consomem o combustível importado da Bolívia. Segundo cálculos da consultoria GasEnergy, o preço do gás boliviano aumentou 11% entre maio, quando o real começou a perder valor frente ao dólar, e agosto.
A alta deve-se exclusivamente à variação da moeda norte-americana, uma vez que o valor em dólares teve uma pequena redução no período. Estados do Sul reclamam que a diferença de preços entre o gás nacional e o importado prejudica a competição de suas indústrias e há empresas já migrando de volta para outros combustíveis.
O gás boliviano custa hoje às distribuidoras R$ 0,86 por metro cúbico, contra R$ 0,77 por metro cúbico vigente em maio. O produto importado abastece 40% do mercado paulista e 100% dos mercados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os repasses ao consumidor final dependem das datas de reajuste de cada distribuidora. Já o gás nacional, que abastece o restante do país, é vendido a R$ 0,68 por metro cúbico. O valor pode subir em outubro, quando a Petrobras promove o reajuste trimestral de preços.
Assim como outros combustíveis de menor impacto na inflação - como o querosene de aviação e o óleo combustível - o gás natural é reajustado de acordo com prazos e fórmulas pré-estabelecidas, que consideram as cotações internacionais do petróleo e derivados, além da variação cambial. Reajustes de gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, por outro lado, dependem de autorização do governo.
A diferença de preços entre o gás nacional e o importado, que chega hoje a 26%, é motivo de reclamação entre consumidores industriais da Região Sul. "O câmbio impacta diretamente o gás importado e, sem dúvida, o gás, como a energia elétrica, é um insumo que tem peso bastante acentuado nos custos", diz o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte.
Santa Catarina é o maior consumidor de gás natural da região, com 224 indústrias - principalmente dos setores de cerâmica e têxtil - conectadas à rede de abastecimento do combustível. Ao todo, na Região Sul, 467 plantas industriais usam o combustível.
O aumento do preço do gás natural nos últimos anos tem levado consumidores intensivos a migrarem de volta para outros combustíveis, como carvão ou biomassa. A Eliane, por exemplo, está investindo R$ 12 milhões na readaptação de seus fornos para voltar ao carvão mineral. "Por estar atrelado ao preço do petróleo e ao câmbio, o preço do gás tem subido muito nos últimos anos. Essa nova alta só reforça nossa decisão", argumenta o diretor da empresa, Otmar Muller.
O executivo, que preside a Câmara de Energia da Fiesp, diz que outras empresas de cerâmica e têxtil já tomaram a decisão de voltar a fontes de energia que usavam antes do gás natural.
"Daqui a pouco teremos que repassar o aumento de custos, aumentando as distorções competitivas com relação a outros estados", reclama o presidente da distribuidora de gás canalizado SC Gás, Cosme Polêse. "É preciso equidade no tratamento dos consumidores em todo o Brasil."
Custos do gás
R$ 0,86: Preço cobrado, por metro cúbico, pelo gás importado entregue pela Petrobras às distribuidoras. Em maio, produto custava R$ 0,77.
26%: É a diferença entre os preços do gás importado e do gás nacional. Para indústria do Sul, insumo mais alto prejudica competitividade.
Capacidade de fornecimento está no limite
Mesmo com preços mais altos do que no resto do Brasil, distribuidores e consumidores da Região Sul reclamam de gargalos no fornecimento de gás e cobram investimentos para ampliar a oferta regional. Segundo o presidente da distribuidora catarinense SC Gás, Cosme Polêse, há hoje 60 empresas na fila de espera para se conectar à rede ou ampliar os volumes consumidos.
"Estamos no teto da capacidade e não há como assegurar fornecimento para novos empreendimentos", diz o executivo. A SC Gás tem contrato com a Petrobras para receber 2 milhões de metros cúbicos por dia. Em julho, entregou ao mercado, em média, 1,922 milhão de metros cúbicos, excedendo, em alguns momentos, o limite contratual.
Recentemente, governadores de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul assinaram carta enderaçada à Petrobras pedindo medidas para ampliar a oferta. Os quatro estados são atendidos pelo Gasoduto Bolívia-Brasil, cujo trecho Sul está perto do limite de capacidade.
A Petrobras informou que estuda investimentos de R$ 700 milhões no trecho, para ampliar a capacidade em 2,5 milhões de metros cúbicos por dia. "A implantação do projeto, no entanto, ainda depende da demonstração de sua viabilidade econômica", disse a empresa.
Fonte: Nicola Pamplona, Brasil Econômico, agosto/13
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sábado, 24 de agosto de 2013

A incrível história da locadora favorita dos deputados

Uma casa modesta localizada num bairro residencial de Sobradinho, a 22 km de Brasília, no Distrito Federal, é a sede de um negócio que faz o maior sucesso entre os deputados. De acordo com dados da Receita Federal, ali está instalada a locadora de veículos que mais recebe recursos da cota parlamentar, depois das companhias aéreas e telefônicas e dos Correios, benefício a que parlamentares têm direito para cobrir despesas do mandato. Desde o início do ano passado, a ARL Barros Serviços Executivos Rent a Car Ltda. já faturou mais de R$ 500 mil com o aluguel de carros apenas para deputados – valor integralmente ressarcido aos parlamentares pela Câmara.
A figura por trás da empresa atende pelo nome de Parmênio Francisco Coelho Serra. Casado com Angela Rosa Lira Barros, que aparece oficialmente como proprietária da empresa, Parmênio admitiu, em entrevista ao Congresso em Foco, ser dono da locadora. É ele quem negocia os aluguéis com os gabinetes dos deputados. Um trabalho facilitado por um simples motivo: além de empresário, ele afirma ser secretário parlamentar na Câmara. De acordo com os registros oficiais, ele foi funcionário da Casa de fevereiro de 2007 a janeiro de 2013. Seu último salário, no cargo de confiança, era de R$ 8 mil.
Parmênio, no entanto, garantiu à reportagem que continua trabalhando na Casa. Só não revela para qual deputado. “Não interessa. Eu não posso expor meu deputado”, respondeu, alegando que o parlamentar não tem nada a ver com os seus negócios.
Apesar de ter 18 veículos em sua frota, a locadora não tem garagem própria. A reportagem foi até o endereço da empresa, em Sobradinho, e se deparou com a casa do sogro de Parmênio, onde o empresário também mora. Mesmo com amplo jardim, os veículos não ficam por ali.
Os carros que não estão alugados, segundo o empresário, ficam espalhados pela cidade. Ele diz que os veículos são deixados em estacionamentos de hotéis do Plano Piloto e na casa de parentes. “Tem carro que fica no hotel, no bloco. A maioria fica aqui embaixo, no Plano [Piloto]. Tem carro que fica na casa do motorista. Fica em vários hotéis, depende do hotel em que o cliente está”, conta.
Bancada numerosa
Parmênio conta que o foco da empresa é alugar carros de luxo para parlamentares, empresários e eventos, como casamentos e formaturas. Ele não informou ao Congresso em Foco com quantos parlamentares mantém contrato, mas, segundo dados da Câmara, pelo menos 23 deputados já alugaram seus carros nos últimos dois anos.
Questionado sobre os valores dos aluguéis e a forma de fornecimento do serviço, Parmênio informou que o seu advogado entraria em contato com o site para fornecer mais informações. Nove dias se passaram desde então. Nenhum representante da locadora procurou a reportagem. O empresário se limitou a informar apenas que aluga carros dos modelos Toyota Corolla e Ford Fusion, além de um carro antigo, o Ford 29.
Parmênio afirmou ainda possuir uma Mercedes, que estaria alugada à Embaixada do Japão. Procurada, a assessoria da embaixada informou que jamais alugou qualquer veículo da ARL Rent a Car. O deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP) locou a Mercedes da empresa por R$ 12 mil mensais em março e abril.
Os três deputados que mais recorreram aos serviços da locadora este ano foram Alberto Filho (PMDB-MA), Assis Melo (PCdoB-RS) e Salvador Zimbaldi (PDT-SP). Cada um deles pediu ressarcimento à Câmara de R$ 63 mil para custear o aluguel de veículos apenas no período entre janeiro e julho.
Mesmo com a popularidade entre os parlamentares e o objetivo de atender a eventos, a empresa prefere a discrição. Não existe placa de identificação, escritório ou site na internet. A divulgação se restringe a um anúncio no perfil de Parmênio no Facebook e no Orkut.
Farra dos veículos
Como mostrou o Congresso em Foco, a Câmara já gastou mais de R$ 31 milhões em aluguéis de veículos desde 2012. O montante é suficiente para comprar mil carros populares, o que daria quase dois carros por parlamentar (a Câmara tem 513 deputados). Ou 413 carros executivos de luxo, como os deputados demonstram preferir. É como se cada parlamentar, gastasse em média, todo mês, R$ 3,1 mil para alugar carros. Mas o valor pode ser ainda maior, pois os deputados têm até 90 dias para prestar contas. Ou seja, as despesas entre maio e julho deste ano ainda podem ser ressarcidas.
O campeão no aluguel de veículos é o deputado Arnon Bezerra (PTB-CE). Desde o ano passado, ele gasta todo mês R$ 21,3 mil para locar cinco carros, sendo três de luxo. Outro parlamentar cearense também se destaca nesse tipo de despesa. É Manoel Salviano (PSD-CE), que aluga quatro carros, dois deles de luxo, inclusive uma Mercedes, para percorrer o Ceará. Funcionários chegaram a informar que empresa proprietária dos automóveis pertence ao próprio parlamentar. Ele também utiliza a cota em um hotel do qual é acionista. No Senado, a situação não é diferente. O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) gasta R$ 6,6 mil para locar um veículo top da marca Kia. Após a publicação da reportagem, ele disse que mandará a conta, a partir de agora, para o diretório estadual do PSDB, cuja presidência assumiu no mês passado.

ALGUNS IDIOTAS



POR "ANTONIO PRADO BRITO BASTOS" - MEU PRIMO - 23/08/2013

"Passeando no facebook encontrei uma postagem referente a um episódio que me dispôs num estado de espanto de onde, por alguns segundos, fiquei sem saber se risse ou me explodisse em impropérios! Em fim rompi a inércia cataléptica e me dei conta de como o nosso país atravessa um momento singular, de identidade desfigurada, que nos remete a uma nostálgica sensação de perdimento!

No que está se transformando o nosso Brasil, quando testemunhamos os recorrentes achincalhes das instituições que deveriam nos enaltecer pelo reverenciável simbolismo e representação de que se revestem! Fico até envergonhado de dissertar sobre o fato em face da carga de jocosidade patética que se lhe encerra!

É de estarrecer o desvario, travestido de prepotência e arrogância, que encontramos personificado em certas figuras humanas, tão ridículas, que sua classificação categórica oscila limítrofe numa tensão Borderline entre o ser palhaço e o ser néscio! O vulgarmente identificado como o sem noção!

Vamos ao fato! As nossas Forças Armadas, instituição permanente por disposição constitucional, indispensável à nação brasileira como suporte de defesa contra possíveis invasões ou ingerências estrangeiras que venham ameaçar a nossa soberania, é alvo de provocações vulgares e irreverentes simplesmente por está em exercício de condicionamento físico, nas pessoas de um determinado pelotão, em uma determinada rua do Rio de Janeiro.

Esta indigna e gratuita provocação, desrespeitosa, a uma das mais caras instituições do país, constitui o indisfarçável desprezo que o provocador tem para com a nação brasileira que está representada pela referida instituição. É simplesmente ridículo que um mero e insignificante representante de uma entidade classista laboral, salvo especificamente para com a classe representada, se arvore a insultar uma instituição da importância e do significado que é o Exército brasileiro.

Se a moda pega, todas as demais entidades laborais, quais sejam; Ordem dos Faxineiros do Brasil; Sindicato dos Motoristas de Ônibus Interestaduais e Urbanos do Brasil; Associação das Empregadas Doméstica do Brasil.... e por aí seguindo, se acharão com autoridade de achincalhar as nossas instituições mais reverenciáveis, quem sabe, a nossa mais alta Corte de justiça nas pessoas dos nossos magistrados, uma vez que o representante de uma dessas entidades classistas, decidiu abrir tal precedente!

Ele certamente se considera a pessoa mais importante do país, quando preside a entidade que congrega os trabalhadores da sua especificidade profissional, e possivelmente avalie que o país perderia muito com a sua extinção. Na verdade, num exercício conjetural, se todas elas, por alguma razão, viessem a desaparecer, o país continuaria funcionando normalmente, quem sabe, talvez até melhor!

Estas entidades se investem de importância apenas para os seus integrantes em uma perspectiva muito específica. Eu não compreendo de onde vem e em que se confia ter tanta arrogância! Talvez o nosso país esteja realmente doente! Num pais funcionando normalmente elementos dessa natureza possivelmente já estaria tendo que se explicar isso se já não estivesse preso, para aprender a ter respeito pela nação a que, lamentavelmente para os demais brasileiros, pertence