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domingo, 31 de março de 2013

A” VERDADE “ DO PRÉ-SAL


Esta é mais uma prova de que "certos" Governos subsistem a base da mentira, engôdos e demagogia....Apesar de tudo, Infelizmente, ainda conseguem em quem acredite NELES !!!!

         
Acorda Brasil, que tal uma CPI na Petrobras ?
 
A Fraude do Pré-Sal

O Pré-sal foi descoberto em 1974, no governo Geisel.
Foi mapeado no governo Itamar Franco.
Foi declarado , no governo Fernando Henrique, como exploração inviável.
No mundo inteiro não há tecnologia para extrair petróleo do Pré-sal.
Lula, com o governo em queda, resolveu enganar o povo, dizendo que descobriu o Pré-sal e que os problemas do Brasil estariam resolvidos.

O que surpreende é que os políticos  e governadores "aliados", brigam por sua "divisão". Divisão de quê ?
O governo distribuiu dinheiro da Petrobrás à rodo para petistas e aliados, Cut, Sem-terra, Une, etc., na compra de votos.
O povo não sabe nem quer saber. A ignorância é geral. O importante é o PT, LULA e Dilma.
O dinheiro acabou. A Petrobras faliu, Agora importa gasolina, oleo, álcool de milho, etc.
Pré-sal- A grande cartada Fraudulenta de LULA
Carta  à Revista Veja - São Paulo
Caro Diretor de Redação
Me surpreende que somente agora, depois do estrago feito, a revista Veja venha revelar aos incautos o engodo que foi o pré-sal, uma fantasia eleitoreira gestada na cabeça do Exu de Nove Dedos com o intuito de enganar trouxas e ganhar eleições,como de fato enganou e ganhou. Sua reeleição à presidência deve algo ao pré-sal, além da ignorância coletiva das massas estúpidas de eleitores brasileiros.
A única coisa que eu entendo de petróleo é que se trata da mais importante fonte de matérias primas, além de ser a principal fonte de energia do planeta... Isto me bastou para nunca ter acreditado nas mentiras de Lula a respeito do pré-sal, que não é uma novidade brasileira, mas existe em várias partes do planeta. A diferença é que nas diversas partes do planeta onde o pré-sal também existe, inexistem governantes sem nenhum caráter dispostos a enganar empresários trouxas e eleitores idiotas com tal balela. Quem se der ao trabalho de correr os olhos pelas páginas do site da Statoil, empresa norueguesa que detém a melhor e mais avançada tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, vai verificar que extrair petróleo do pré-sal e como retirar diamantes de Marte, ou seja, é inviavel por diversos motivos:
a) falta de tecnologia adequada;
b) falta de segurança numa operação de tal envergadura e,
c) falta de viabilidade econômica: mesmo que fosse possível extrair petróleo do pré-sal atualmente, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraido em á­guas profundas da Bacia de Campos.
Agora a Veja, com esta reportagem, informa que os barões do petróleo estão em maus lençóis por terem acreditado nas mentiras do Exu de Nove Dedos. Bem feito! Inteligência não é coisa para qualquer um.
Relata a reportagem:
“Desde a posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, em fevereiro deste ano, o setor passa por um choque de realidade.
As metas da empresa foram revistas e, com isso, os contratos com empresas fornecedoras de equipamentos e serviços (as companhias dos barões do petróleo) minguaram.
Os sinais de que os ventos mudaram vêem de longe.
Há quase uma década a Petrobrás não cumpre suas metas de produção.
No segundo trimestre de 2012, contabilizou um “prejuízo de 1,3bilhão de reais”. Foi o pior resultado desde 1999.
No semestre, a queda foi de 64% em relação ao mesmo período do ano passado”.
Continua Veja:
“Na opinião dos especialistas, o pré-sal foi usado como bandeira política pelo ex-presidente Lula. O discurso era que a nova descoberta resolveria os problemas do Brasil, e a Petrobrás prometeu o que não podia”.
Ainda em seu primeiro mandato, o “Exu de Nove Dedos” anunciou a auto-suficiência do Brasil em Petróleo.
Hoje, o Brasilimportagasolina, óleodiesel e até etanol de milho dos Estados Unidos.
E ninguém cobra isto dele?
Mas o dado que mais chama a atenção é a desvalorização das ações da Petrobrás desde aquela manobra de capitalizá­-la sem na verdade injetar nenhum dinheiro em seus cofres.
De lá­ para cá a Petrobrá­s perdeu 208 bilhões de dólares em suas ações, ou seja, hoje a empresa vale menos 208 bilhões de dólares!
E ninguém cobra nada de ninguém?
Este é o resultado do estatismo. Entrega-se uma empresa que explora o melhor negócio do mundo a amadores apadrinhados por políticos, usa-se a empresa com fins eleitoreiros, atualmente está sendo usada como instrumento de política monetá­ria, e o consumidor, que em última instância é quem paga a conta e os acionistas ficam a ver navios”.
A reportagem da Veja está primorosa. Pena nãoter sido publicada há uns quatro anos atrás.
Cordialmente,
Engº Otacilio M. Guimarães -Presidente do CREA-Ceará
Quem tiver interesse em se aprofundar na matéria, veja o site  da Statoil:             

Jader e João Lyra, os mais ausentes do Congresso


O ex-presidente do Senado e o parlamentar mais rico do Congresso foram os que mais acumularam ausências no Senado e na Câmara no ano passado. Além das faltas, os dois têm algo mais em comum: problemas na Justiça.
Com patrimônio declarado de R$ 240 milhões, o deputado João Lyra (PTB-AL) começou a legislatura como o parlamentar mais rico do Congresso, segundo declaração apresentada à Justiça eleitoral. Mas o usineiro alagoano terminou o seu segundo ano de mandato como um homem de negócios à beira da falência e o deputado mais ausente da Casa. João Lyra compareceu a apenas 29 (32%) das 91 sessões destinadas a votação em 2012. No Senado, ninguém faltou mais que Jader Barbalho (PMDB-PA). O senador que só tomou posse em dezembro de 2011, após ser beneficiado com o adiamento da vigência da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2012, registrou presença em somente 69 (55%) das 126 sessões destinadas a votação ao longo de todo o ano. Os dados são de levantamento da Revista Congresso em Foco.
Além das faltas, esses parlamentares têm, pelo menos, mais duas coisas em comum. Ambos justificaram a maioria de suas ausências e, por isso, evitaram cortes nos salários. Os dois têm um longo histórico de problemas com a Justiça que parece não ter fim.
O deputado petebista justificou todas as suas 62 faltas por motivos de saúde e obrigações partidárias. Segundo a assessoria de Lyra, um problema no ouvido o impediu várias vezes de voar para Brasília. Mas, de acordo com os registros da Câmara, ele faltou 36 vezes por questões de saúde e outras 26 para atender a compromissos políticos.
Jader teve abonadas 50 das suas 57 ausências por ter apresentado algum tipo de justificativa: foram 37 por atividades políticas, dez por motivos particulares e três por problemas de saúde. A assessoria do senador não retornou o contato da reportagem.
Suspeitas e silêncio
Ex-presidente do Senado, Jader Barbalho deixou a Casa pela porta dos fundos em 2001, quando renunciou ao mandato para escapar do processo de cassação no Conselho de Ética, após ser acusado de desviar recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará), da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Ministério da Reforma Agrária.
Voltou poucos meses depois ao Congresso, dessa vez pela porta da frente, como o deputado federal mais votado do Pará. Com a prerrogativa de ser julgado apenas pelo Supremo, passou dois mandatos em branco na Casa: registrou presença em menos da metade das sessões realizadas nos oito anos. Poderoso nos bastidores do Parlamento e nos governos federal e estadual, não fez um único discurso nem apresentou qualquer projeto de lei no período.
Roteiro que Jader repete, agora, no Senado. Seu último pronunciamento no Congresso foi o da renúncia, 11 anos atrás. Desde então, ele também não apresentou qualquer projeto de lei. No Senado, não relatou proposição.
O silêncio de Jader custa caro ao contribuinte. No ano passado, a Casa ressarciu o senador em R$ 185 mil para cobrir despesas com a divulgação de seu mandato. O senador responde, atualmente, a seis ações penais e quatro inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como falsidade ideológica, quadrilha ou bando, emprego irregular de verba pública, contra a ordem tributária e o sistema financeiro, além de lavagem de dinheiro.
Falência e trabalho escravo
Assim como Jader, o deputado mais ausente de 2012 também mistura a discrição no Congresso com as pendências na Justiça. João Lyra não apresentou nenhum projeto de lei nem discursou ano passado. Aos 81 anos, o parlamentar responde no Supremo pela acusação de trabalho escravo, crime cuja pena varia de dois a oito anos de prisão. A Procuradoria-Geral da República acusa o parlamentar de ter submetido 53 trabalhadores a condições degradantes e jornada exaustiva em uma de suas usinas de cana-de-açúcar.
Mas os problemas dele não param por aí. Em setembro do ano passado, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas decretou a falência do Grupo João Lyra.
As dívidas do grupo chegam a R$ 1,28 bilhão, segundo a Justiça. O deputado conseguiu uma liminar no tribunal suspendendo a falência até que o plenário da corte decida sobre o caso. Ele também enfrenta ofensiva dos funcionários do grupo, que lhe cobram salários e direitos trabalhistas.
Em 2006, João Lyra chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal como o mandante do assassinato de um fiscal que cobrava dívida de usineiros alagoanos.
Preso, o autor dos disparos disse ter recebido dinheiro do deputado para a execução e ainda o responsabilizou pela morte de um sargento da Polícia Militar no início da década de 1990. A denúncia contra João Lyra foi arquivada em 2008 porque prescreveu em função da idade do acusado.
O deputado foi autor de uma das denúncias que custaram a Renan Calheiros (PMDB-AL), em 2007, a presidência da Casa e que quase lhe tiraram o mandato: a de que o peemedebista usara “laranjas” para comprar, em sociedade com ele, duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas avaliados em R$ 2,5 milhões. A denúncia foi aceita pelo Conselho de Ética, mas rejeitada pelo plenário da Casa, que absolveu o senador, que agora preside novamente o Senado. O caso, porém, ainda é analisado em um inquérito no STF contra Renan.

sábado, 30 de março de 2013

O futuro de Dilma, em três movimentos



 
eduardo-e-dilma
Popularidade não basta para ganhar eleições. Arrogante com a esquerda e pouco ágil no diálogo político, presidente pode enfrentar dificuldades crescentes até 2014

Por Rodrigo Vianna, em seu blog Escrevinhador

Muita gente se mostra (ou se finge?) surpresa com os movimentos recentes na política brasileira, que indicam um quadro muito mais complexo e multipolar do que nas eleições de 2002, 2006 e 2010.
Podemos listar três movimentos simultâneos:
- Eduardo Campos acelera a articulação de uma terceira força, reunindo dissidentes do lulismo e do tucanato;
- José Serra ameaça sair do PSDB, para dar o troco em Aécio Neves (o mineiro, em 2010, não fez campanha pra valer para o paulista);
- Gilberto Kassab avisa que o PSD não entrará no governo Dilma, deixando a porta aberta para um acordo com Eduardo e o PSB.
A decisão de Kassab, diz a mídia velha, teria “surpreendido” Dilma e o PT. Mentira. Kassab, ao criar o novo (?!) partido, tinha já alinhavado com Eduardo a possibilidade de uma aliança e até de uma fusão com o PSB.
Os outros dois movimentos tampouco são surpreeendentes. E indicam o que? Dificuldades para Dilma e o PT? Sem dúvida. Mas muito mais que isso: indicam que a velha oposição PSDB/DEM perde a condição de alternativa única ao petismo.
Sobre isso, eu já havia escrito aqui, em outubro de 2012:
“Hoje, os tucanos precisam mais de Eduardo Campos do que o contrário. Com o PSB, Aécio ficaria realmente forte. Não é à toa que FHC lança hoje na “Folha de S. Paulo” (espécie de diário oficial do tucanato) um pedido, quase uma súplica ao líder socialista, ao falar de aliança com o PSB: “se houver, será forte e salutar, Mas depende do desempenho do governo federal e das alianças da presidente Dilma para ver se o Eduardo se arrisca a romper.”
Difícil imaginar que Eduardo Campos vire linha auxiliar do tucanato paulista. Ele não precisa disso. Pode esperar até 2018, costurando até lá uma ponte com o Sudeste via Aécio e PSD de Kassab. Nesse caso, parte da velha oposição (embutida no “novo” partido kassabista) é que viraria linha auxiliar do PSB.”
Paralelamente a esse triplo movimento, há uma ausência. Essa, sim, surpreendente. Dilma não se mexe. Perde o “timing” na política. Ricardo Kotscho escreveu sobre isso, aqui..

Concentrada na busca de um novo modelo econômico (juros mais baixos, energia mais barata, isenção de impostos para cesta básica), Dilma se omite na política. A iniciativa está com a oposição. Dilma erra à esquerda e à direita.
Ao olhar para a direita, age de forma frouxa, terceirizando a política “miúda” para o PMDB. Quem articula para Dilma? Renan, Temer?
Os problemas não são apenas no Congresso. Parte da elite empresarial está insatisfeita com a falta de interlocutores no Planalto. Eduardo Campos come pelas beiradas. Já se tornou interlocutor de empresários paulistas que não confiam em Aécio, e preferem (como alternativa eventual a Dilma) alguém que venha de “dentro” do lulismo. Sobre a inação e a falta de diálogo do governo Dilma, recomendo o ótimo artigo de Renato Rovai, aqui.
À esquerda, Dilma age com arrogância. Talvez desconheça o papel que a militância de esquerda cumpriu naquelas duas primeiras semanas do segundo turno de 2010, quando Serra chegou a estar apenas 4 pontos atrás da petista nas pesquisas. Diante da onda de boatos insuflada pelo serrismo, não foram Temer ou Renan nem os omeletes na Ana Maria Braga que “salvaram” Dilma. Foi a militância – nas ruas e na internet.
Dilma parece agir como se essa turma já estivesse com ela mesmo – pra que agradar? Nada. Nenhum sinal de avanço na Reforma Agrária, nas Comunicações, na Cultura. O governo Dilma é um deserto de idéias e inovação em áreas simbólicas para a esquerda.
O que isso tudo significa? Que a eleição de 2014 será mais complicada para o petismo. Mesmo que a economia cresça um pouco mais em 2013.
 
Sobre isso, escrevi aqui, ano passado, muito antes dos movimentos explícitos de Eduardo, Serra e Kassab:
“Imaginem um quadro com Dilma (PT/PMDB), Aécio (PSDB/DEM/PPS), Eduardo Campos (PSB/PSD) e a incógnita de Marina Silva…
Eduardo tiraria parte do eleitorado petista do Nordeste. Com boas alianças com PSD e lideranças desgarradas, conquistaria (pequenos) nacos do Sul/Sudeste. Candidatura para 15% ou 20% dos votos.
Aécio tiraria (boa) parte do eleitorado mineiro do PT, sairia forte de São Paulo com apoio de Alckmin (que travará batalha de vida ou morte com PT) e conquistaria pedaços do Norte/Nordeste (com lideranças sobreviventes do DEM/PSDB). É candidatura para 20% ou 25% dos votos no primeiro turno.
Dilma teria uma votação espalhada pelo país. Poderia chegar a 40% ou 45%. Dificilmente venceria no primeiro turno.
O melhor para Aécio e Eduardo não seria uma aliança no primeiro turno. Mas candidaturas separadas, com possibilidade de apoio num segundo turno, a depender da conjuntura.
Eduardo teria peso (e coragem) para confrontar a “candidata do Lula” em 2014? Hoje, acho pouco provável. Mas não é um cenário de todo improvável.”
Há frestas e fissuras por onde a oposição vai avançar. Mais que isso. Atualizando o quadro político para 2013, parece possível que Eduardo Campos amplie sua aliança para além de PSB/PSD, incorporando o PPS de BobFreire (vitaminado por serristas e outros descontentes tucanos) e o PTB de Bob Jefferson. Feitas as contas, o pernambucano pode ter uma aliança com tanto tempo na TV quanto Aécio (PSDB/DEM).
O neto de Tancredo tem sua fortaleza em Minas. E provavelmente terá Alckmin numa batalha de vida ou morte contra o petismo. Eduardo terá pedaços do Nordeste e dissidentes do demo-tucanato no Sudeste (via PSD e PPS). Marina (mesmo sem tempo de TV) pode conquistar o eleitorado de classe média de grandes centros como Rio, Brasilia, Belo Horizonte, Porto Alegre (ainda que o mais provável é que ela – sem o “empurrão” da mão tucana e evangélica recebido em 2010 – tenha menos votos do que na última eleição).
Seja como for, é eleição disputada, fragmentada. Dilma pagará o preço pela arrogância e a inação política. É a favorita. Mas não terá caminho fácil. O líder do PSB parece a essa altura o mais forte entre os três postulantes da oposição. E não adianta dizer que Eduardo Campos é “traidor”. Eduardo é apenas o sintoma das contradições internas de uma aliança ampla demais. É também o resultado de um governo que acerta na Economia, mas erra na Política.

Cesp se prepara para ser uma empresa de porte menor a partir de 2015


Presidente da companhia descartou adquirir novas usinas para compensar as que estão com contratos vencendo

Por Wagner Freire
Crédito: Assembleia Legislativa de São Paulo
A Cesp, quarta maior geradora de energia elétrica do país, se prepara para uma nova realidade a partir de 2015. Segundo o presidente da companhia paulista, Mauro Arce, tudo dependerá de como o governo federal procederá sobre a concessões das hidrelétricas Três Irmãos (811,4MW), Ilha Solteira (3.445MW)  e Jupiá (1.551MW). O contrato de concessão da primeira venceu em 2011 e não foi renovado. As outras duas usinas estarão liberadas para uma relicitação a partir de julho de 2015.
Em teleconferência nesta quarta-feira (27/03), Arce deixou claro que, caso haja um novo leilão para Três Irmãos, a Cesp não disputará a concessão se as condições oferecidas pelo Governo Federal forem as mesmas apresentadas pela Lei 12.783. "Seria incoerente", afirmou, explicando que se a companhia não aceitou antes e, o portanto, não faria sentido aceitar agora. 
O executivo, no entanto, demonstrou "desejo" em permanecer com a usina. "Não tenho essa expectativa, gostaria que acontecesse, mas não acredito nisso", lamentou. "Temos que nos preparar para o que está definido", completou, se referindo as novas regras estabelecidas pela Medida Provisória 579, convertida na Lei 12.783. 
Questionado sobre o futuro da Cesp - na possibilidade de ficar sem três usinas, que somam 5.806MW de capacidade instalada, Arce descartou a possibilidade de adquirir novas usinas para compensar as que estão com contratos chegando ao fim, e revelou ainda que a companhia "precisa se preparar para uma empresa desse porte [menor]".
Caso venha a ficar sem os 5,806GW, a empresa perde o posto de quarta maior geradora do País (ver ranking no final). Antes com 7.461MW, terá que conviver com um cenário de apenas 1.655MW no portfólio de geração. 
Com a redução das receitas, a companhia precisa ainda adequar os custos de operação e por isso já  prepara um Plano de Demissão Voluntária (PDV), para iniciar a parir de 31 de julho. Neste momento, o PDV aguarda aprovação do Governo do Estado de São Paulo. 
Ainda sobre Três Irmãos, Arce explicou que desde o dia 5 de março "não conta mais com a energia da usina como sobra". Portanto, essa energia (215MWmédios) será liquidada na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) até que a usina tenha o seu futuro definido pelo governo federal. As receitas continuarão a ser repassadas para Cesp, dado que a empresa aceitou continuar operando a hidrelétrica até que haja uma relicitação do ativo.
Dívida
A Cesp precisa honrar uma dívida de pouco mais de R$1 bilhão em 2013. O presidente da companhia, Mauro Arce, afirmou que vai pagar tudo, utilizando o fluxo de caixa da companhia no decorrer do ano. O impacto mais relevante, segundo a empresa,  ocorrem em agosto, quando terá que pagar uma dívida de US$200 milhões.
Sobras de energiaEm 2013, a empresa conta com 200MW médios de sobras de energia. Essa energia, segundo Arce, será comercializada por meio de leilões realizados pela própria companhia, com prazos curtos. No entanto, a empresa estará observando o comportamento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e admitiu a possibilidade de liquidar no mercado de curto prazo a fim de capturar receitas maiores.  

Eletrobras: Plano de Negócios


Eletrobras: Plano de Negócios prevê investimentos de R$52,4 bi e corte de despesas de 20% a 30%

Documento foi aprovado pelo Conselho de Administração; Reestruturação específica para distribuição deverá ser apresentada em 90 dias
O Conselho de Administração da Eletrobras aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira (27/03) o Plano Diretor 2013-2017. Se por um lado a expectativa é de investimentos da ordem de R$52,4 bilhões nos negócios de geração, transmissão e distribuição no período - sendo R$ 32,1 bilhões em empreendimentos já contratados e R$ 20,3 bilhões com novos projetos, por outro o documento também traz em suas diretrizes a ordem para que a companhia "aperte o cinto". O orçamento de materiais, serviços e outras despesas terá que ser reduzido 20% em 2013 e a expectativa é reduzir o custeio em 30% nos próximos três anos.
Além do plano, a companhia também apresentou seus resultados financeiros referentes ao ano de 2012. A companhia fechou o ano passado com um prejuízo líquido de R$6,878 bilhões, revertendo o lucro líquido de R$3,732 bilhões obtidos em 2011
O documento também prevê a reestruturação do negócio de distribuição, mas as medidas específicas para esse segmento deverão ser anunciadas em até 90 dias. Não existe nenhum indicativo sobre eventuais vendas de ativos. Neste mesmo prazo, a companhia deverá criar a SPE Eletrobras Corrente Contínua Transmissora de Energia para unificação e integração das atividades de operação e manutenção do sistema de transmissão do Madeira.
Uma holding será criada para centralizar os assuntos regulatórios. O plano prevê ainda a reestruturação do modelo societário, organizacional, de governança e gestão, que ficará a cargo de uma consultoria especializada, que deve elaborar estudos e realizar a implantação.
Segundo a Eletrobras, no horizonte do plano, serão alavancados pela companhia 23,7GW de potência e 12 mil quilômetros de linhas de transmissão, que serão incorporadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
"O Plano Diretor de Negócios e Gestão traz consigo um inequívoco potencial de mudanças rápidas que conduzirão à construção de um novo patamar de integração, rentabilidade e sustentabilidade para o Sistema Eletrobras", diz o documento.

Páscoa



Amados!!!



Páscoa...

É ser capaz de mudar.
É partilhar a vida na esperança.
É viver em constante libertação.
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida.
É investir na fraternidade.
É lutar por um mundo melhor.
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço.
É uma nova chance para melhorarmos.
Que neste dia de Páscoa renasça a alegria da criança que existe em você.
Que o milagre da vida encante o seu  oração!!!
É o que eu desejo, de coração para coração, no coração de Jesus!!!
Um forte Ágape!!!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Comercialidade dos hidratos de metano parece próxima


As fontes não convencionais de gás natural chegaram em definitivo ao primeiro plano da atividade, desencadeando mudanças radicais no mercado, noticiadas em sucessão - possibilidade concreta de autossuficiência em hidrocarbonetos nos EUA, deslocamentos na produção petroquímica, redirecionamento do consumo de carvão, entre muitos outros efeitos. Lideradas pelo shale gas, as fontes não convencionais já em fase de comercialização não se limitam a ele, e incluem o gás de carvão (coal seam gas, coalbed methane) e as areias compactas (tight gas), em produção na Austrália e Canadá. É difícil imaginar como ficará o mercado de gás natural nos próximos anos, tais as variáveis que terão de ser levadas em conta.
Enquanto os analistas - inclusive no Brasil - buscam traçar possíveis caminhos para o desenvolvimento do mercado, uma outra fonte não convencional de gás natural poderá, dentro de um horizonte visível, viabilizar reservas estimadas por orgãos oficiais em até cinquenta vezes os volumes mundiais provados de hoje. São os hidratos de metano, estruturas microscópicas de cristais de gelo que aprisionam em seu interior moléculas de metano, largamente acumuladas no fundo  dos mares e sob superfíceis geladas, como o permafrost siberiano.
 
Se os hidratos de metano constituem-se em uma fonte praticamente inesgotável de gás natural, considerados os volumes hoje consumidos, trata-se por outro lado de um material instável, de difícil acesso e manuseio. Seus sedimentos podem facilmente se deformar ou dissociarem-se quando submetidos a pressão, tanto que, em décadas de pesquisas e tentativas em escala piloto, ainda não foi definida uma tecnologia capaz de proporcionar, com segurança e economia, sua produção industrial.
 
Temos noticiado neste site as mais recentes experiências feitas por órgãos do governo americano, como o DOE (US Department of  Energy) e empresas colaboradoras no "Alaska North Slope". Lá, duas tecnologias diferentes, ambas já testadas com sucesso em laboratório - troca das moléculas de CH4 por CO2 e  dissociação controlada por redução da pressão - estão em fase de testes de campo, ainda sem resultados divulgados. Entretanto, são dos trabalhos feitos no início deste ano no Japão que se espera a produção dos primeiros volumes de gás proveniente de hidratos destinados ao mercado consumidor.
 
Conforme noticiado em 12 de janeiro/13 pela agência japonesa Kyodo, uma empresa associada ao governo, a Japan Oil,Gas&Metals, iniciou perfurações com um navio-sonda a 1,3 km do litoral da península de Atsumi, na prefeitura de Aichi, próxima a Nagoya, uma das maiores cidades japonesas, centro de sua indústria automobilística. Segundo os dirigentes do empreendimento, subordinado ao Ministério da Economia, Comércio e Indústria, a expectativa é de que sejam extraidos "milhares de m³ de gás por dia".
 
Não se imagina, mesmo com o possível sucesso do projeto japonês, que o gás obtido de hidratos de metano seja disponibilizado ao mercado consumidor a curto prazo, entre outros motivos pelo porte dos investimentos necessários. Face, entretanto, ao volume das reservas e, no caso japonês, à sua localização às portas de grandes centros de consumo, o prêmio ao êxito será certamente suficiente para justificar os esforços despendidos.
 
Fonte: Luis Olavo Dantas, março/13